quinta-feira, 16 de junho de 2011

Policiais lutam por igualdade em Risco de Vida: São todos iguais, mas, uns mais iguais que os outros?

 
Um policial tem que correr quilômetros por ruas escuras, subir por paredes, pular muros, entrar em matagais, invadir casas que nem um fiscal de saúde pública ousa penetrar, e tudo isso, sem sujar, manchar ou rasgar o seu uniforme.   Tudo isso para manter a ordem pública e zelando pela nossa segurança, mesmo que para isso custem suas próprias vidas!

 Tem que estar sempre em boa forma física, quando nem sequer lhe dão tempo para comer. Tem que investigar um homicídio, buscar provas nessa mesma noite e, no outro dia, ir até um tribunal prestar depoimento. Também tem que possuir quatro olhos, para poder dirigir sua viatura, atirar contra criminosos e ainda chamar reforço no rádio.
 Tem que ter um par de olhos com Raio-X, para saber o que os criminosos escondem em seus corpos; Necessita de um para de olhos ao lado da cabeça para que possa cuidar do seu companheiro e outro para conseguir olhar para uma vítima que esteja sangrando e ter discernimento necessário para dizer que tudo lhe sairá bem, quando sabe que isto não corresponde a verdade.
O policial tem que ser capaz de acalmar ou dominar um drogado de 130 quilos sem nenhum incidente e, ao mesmo tempo manter uma família de cinco pessoas com seu pequeno salário. Ele estará sempre pronto para morrer em serviço, com sua arma em punho e com o sentimento de honra correndo junto ao sangue.
E infelizmente para ser reconhecido e homenageado ele terá que estar morto. Ele também não precisa de compaixão, pois ao sair do velório do seu companheiro, terá que voltar ao serviço e cumprir sua missão normalmente. Ao chegar em casa, deverá esquecer que ficou frente com a morte, e dar um abraço carinhoso em seus filhos dizendo que está tudo bem.
Terá de esquecer os tiros disparados contra seu corpo, ao dar um beijo apaixonado em sua esposa. Terá que esquecer as ameaças sofridas, ao ficar desesperado quando o salário não der para pagar as contas no final do mês. E terá que ter muita, mas muita coragem para no dia seguinte, acordar e retornar ao trabalho sem saber se irá voltar para casa novamente.
Poderá investigar, buscar e prender um criminoso em menos tempo que cinco que cinco Juízes levam discutindo a legalidade dessa prisão...
Poderá suportar as cenas de crimes às portas do inferno, consolar a família de uma vítima de homicídio e, no outro dia, ler nos jornais que os policiais são insensíveis aos “Direitos dos Criminosos”.
E ele também chora solta lágrima, por todas as emoções que carrega dentro de si... Por um companheiro caído... Por um pedaço de pano
 chamado bandeira... E por um sentimento chamado “Justiça”. Ele chora porque é simplesmente um homem!
Dedicamos a todos os Guerreiros anônimos, que deixam suas casas, famílias, amigos e sonhos, encarando a morte no combate à criminalidade, garantindo assim, a ordem pública e zelando pela nossa segurança, mesmo que para isso custem suas próprias vidas!
“O policial é um acadêmico, que um dia aprendeu na escola que nossa vida tem mais valor que a dele”.
Matéria:  redação do Sena24horas

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